Abrindo a porta da casa em busca de alguém do lado de fora

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Delírio

A palavra delírio etimologicamente significa "sair dos trilhos" (de: fora; e liros: sulcos). 
Seu conceito consiste em uma alteração da capacidade de distinguir o falso do verdadeiro


"O delírio é toda convicção inabalável, incompreensível e absurda que um psicótico tem. O delírio pode ser proveniente de uma recordação para a qual o paciente dá uma nova interpretação, pode vir de um gesto simples realizado por qualquer pessoa como coçar a cabeça pode vir de uma idéia criada pelo próprio paciente, pode ser uma fantasia como acreditar que seres espirituais estejam enviando mensagens do além através da televisão, ou mais realistas como achar que seu sócio está roubando seu dinheiro. O delírio proveniente de eventos simples como coçar a cabeça são as percepções delirantes. Ver uma pessoa coçar a cabeça não pode significar nada, mas para um paciente delirante pode, como um sinal de que a pessoa que coçou a cabeça julga-o (paciente) homossexual. Quando a idéia é muito absurda é fácil ver que se trata de um delírio, mas quando é plausível é necessário examinar a forma como o paciente pratica a idéia que defende. O exemplo do vizinho acima citado também é um delírio. A constatação de um delírio não é tarefa para leigos, nem mesmo os clínicos gerais estão habilitados para isso; somente os psiquiatras e profissionais da área de saúde mental."

DELÍRIO
Não vou buscar 
A esperança 
Na linha do horizonte 
Nem saciar 
A sede do futuro 
Da fonte do passado 
Nada espero 
E tudo quero 
Sou quem toca 
Sou quem dança 
Quem na orquestra 
Desafina
Quem delira 
Sem ter febre
Sou o par 
E o parceiro 
Das verdades 
À desconfiança

 Gerson Conrad,/Paulinho Mendonça

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